segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Teletransporte Islâmico.


Enfrentando campanhas islamofobia no mundo real, os muçulmanos estão se voltando para o mundo virtual do Second Life para elucidar os ensinamentos do Islã e os estereótipos claro no mundo gerado por computador.

"Nós nos encontramos centenas de avatares por mês para explicar os pilares e os ensinamentos do Islã", residente do Second Life Mohammad Yusuf disse IslamOnline.net 's correspondente no mundo virtual.
Yusuf, 39, um com sede na Suécia psiquiatra Saudita, disse que o know-Islam campanha ele lançou junto com outros muçulmanos Second Life tem atraído não-muçulmanos.
"Centenas de avatares curiosos de diferentes nacionalidades quiser saber mais sobre o Islã, longe da imagem negativa do Islã e os muçulmanos elaborado pela mídia ocidental", disse ele.
Yusuf disse que três visitantes cristãos voltaram para o Islã.
Second Life é um mundo virtual totalmente construído e de propriedade de sua população crescendo, actualmente estimada em cerca de nove milhões de euros.
No mundo animado, pessoas reais usar proxies, chamados avatars, de "viver" identidades alternativas em uma comunidade virtual completa, com casas, carros e shopping centers.
O mundo cibernético tem a sua própria economia e moeda virtual conhecida como Linden Dollars, em homenagem ao criador do Second Life Linden Lab.
Virtual Mesquita
Yusuf ainda mais se juntou ao conselho da mesquita virtual de Chebi, onde ele prega o Islã e ensinar os visitantes a etiqueta mesquita.
Dentro da mesquita, há cópias interativo do Alcorão e da tradução Inglês dos seus significados.
Ele ensina como realizar ablução, orar, ouvir a recitação do Alcorão. As mulheres são oferecidas para colocar em hijab disponíveis em uma grande cor-de-barro panela de portas principais da mesquita.
"Estamos agora buscando realizar as orações semanais sexta-feira na mesquita, bem como realizar acções humanitárias", disse Yusuf.
Concebida como uma versão virtual da Mesquita (Mesquita) de Córdoba, na Espanha, a Mesquita de Chebi é o local de culto mais famosos Islâmica no Second Life.
Decorado com arquitetura islâmica, a mesquita tem um minarete e um nicho de orações, indicando a qiblah (direção do Ka `bah). Ele recebe cerca de 1.500 avatares mensal.
Dentro da mesquita, há cópias interativo do Alcorão e da tradução Inglês dos seus significados.
Nossa conversa foi interrompida por uma garota cujo nome é Andromeda Felepine cumprimentando-nos com "As-Salamu alaykum`. " Embora ela seja uma cristã, Felepine estava ansioso para vestir Hijab antes que ela entrou na mesquita.
"Estou ansioso para visitar a mesquita de cada dia", disse Andrômeda Felepine. "Sinto-me aliviado quando eu vir aqui e não hijab. Ele realmente faz o meu prazer em saber mais sobre o Islã".
Andromeda acredita que o Islã pode explicar-se melhor no Second Life do que no mundo real ", os muçulmanos aqui são bastante moderada", disse ela.
Perto dali, há um centro islâmico está sendo construído.
"Estamos construindo este centro para promover o Islã, especialmente a escola Sufi", disse Drawn Fero, britânicos, que está supervisionando a construção do centro Tasneem.
Residentes do Second Life dizer que o mundo real está cada vez mais materializando em seu universo alternativo.
Conscientes do lucrativo mercado, as empresas reais, incluindo a Dell, MTV e Reuters, estão reunindo-se a criação de escritórios virtuais no Second Life.

Nações estão mesmo a abrir embaixadas, com a Suécia o primeiro a ter uma presença oficial no mundo virtual.

Para uma pessoa ser teletransportada, uma máquina teria que ser construída para identificar e analisar todos os 10^38 átomos que formam um corpo humano, o que significa mais de um trilhão de átomos. Esta máquina teria que enviar essa informação para outro lugar, onde o corpo da pessoa seria reconstruído com precisão. As moléculas não poderiam estar 1 mm fora do lugar, já que isso poderia deixar a pessoa com graves defeitos neurológicos ou fisiológicos.
Uma pessoa é constituída por 70% de água (ou a simples molécula H2O), assim, teria a facilidade de ser teletransportada, mas os outros 30% seriam bem mais difíceis, inclusive as suas conexões neurológicas e memórias.
Como somos constituídos basicamente de carbono, assim como ferro, iodo, magnésio e outros minerais, seria mais difícil de se conseguir cumprir as ligações moleculares da forma como foram "escaneadas", "desmaterializadas", "enviadas" e "materializadas". Esta última provavelmente concluindo com o sistema neurológico, que daria o "start" assim que estivesse totalmente reconstruído.
No teletransporte, a pessoa não precisa "passar" para o outro lado totalmente, como na série Star Tek. A constituição de um indivíduo é formada por átomos facilmente encontrados por toda parte, esta pessoa viajaria apenas a sua mente (conhecimentos, memórias e intuições), inclusive para outros planetas. Na sua reconstrução (ou materialização), o teletransporte poderia se utilizar dos átomos da localidade de destino, ou de seus estoques, para reconstruí-lo, de acordo com a gigantesca massa de dados transferidos. Portanto, apenas a sua mente é que seria realmente teletransportada. Quanto ao restante do corpo que iniciou a viagem, seria realmente desmaterializado e viraria "estoque" de massa para uso no retorno, afinal, somos feitos de átomos de estrelas, lembram!?
Nos episódios de Star Trek (Jornada na estrelas) e nas outras séries que surgiram depois, o teletransporte era feito por uma máquina chamada transportador. Esta máquina era, basicamente, uma plataforma onde ficavam os personagens, enquanto Scotty operava os controles. A máquina analisava cada átomo da pessoa na plataforma e usava uma onda transportadora para transmitir estas moléculas para onde a tripulação quisesse ir. Os telespectadores testemunhavam o Capitão Kirk e sua tripulação desaparecerem e reaparecerem instantamente em um planeta distante.
Se essa máquina existisse, seria improvável que a pessoa transportada fosse realmente "transportada". Funcionaria mais ou menos como uma aparelho de fax. Uma réplica da pessoa apareceria do outro lado da transmissão. Mas o que aconteceria com o original? Uma teoria sugere que o teletransporte deveria combinar clonagem genética com digitalização.
Caso uma pessoa fosse teletransportada, os átomos que formam o corpo original seriam destruídos para serem reconstruídos em outro local. O grande problema é transportar vida, pois muitos estudiosos acreditam que o novo ser criado não é o original, apenas tem todas as características dele, logo o original estaria morto. Ainda não há uma máquina capaz de fazer o transporte dos átomos, mas mesmo se existisse, seria teoricamente impossível etiquetar a alma original (caso exista a alma) e saber se ela foi levada ao novo corpo ou se uma nova alma foi criada, pois o "clone" pensaria e juraria que é o original, mesmo que não fosse.
Porém a técnica do teletransporte é totalmente válida para objetos, já que os mesmos não possuem vida e pouco importaria se o original fosse destruído, desde que um igual apareça em outro local.
Como todas as outras tecnologias, os cientistas continuam a melhorar a idéia do teletransporte até que se torne possível utilizá-la sem métodos tão agressivos.

Poucos meses antes da migração de Meca para Medina, Deus levou Muhammad da Grande Mesquita em Meca para a Mesquita de al-Aqsa em Jerusalém durante uma noite, um mês de viagem de 1.230 km para uma caravana. De Jerusalém ele ascendeu aos céus, passando dos limites do universo físico para estar na presença divina, encontrar Deus, e testemunhar os Grandes Sinais (al-Ayat ul-Kubra). Sua verdade se tornou aparente de duas formas. Primeiro, ‘o Profeta descreveu as caravanas que tinha ultrapassado no caminho para casa, disse onde estavam e quando poderiam ser esperadas em Meca; cada uma chegou conforme previsto, e os detalhes foram como ele havia descrito.’[9] Segundo, nunca se soube que ele tivesse estado em Jerusalém e ainda assim ele descreveu a Mesquita de al-Aqsa para os céticos como se fosse uma testemunha ocular.

A viagem mística é mencionada no Alcorão:

“Glorificado seja Aquele que, durante a noite, transportou o Seu servo, tirando-o da Sagrada Mesquita (em Meca) e levando-o à Mesquita de Al-Aqsa (em Jerusalém), cujo recinto bendizemos, para mostrar-lhe alguns dos Nossos sinais. Sabei que Ele é Oniouvinte, o Onividente.” (Alcorão 17:1)

“Disputareis, acaso, sobre o que ele viu? Realmente o viu, numa Segunda descida, junto ao limite da árvore de lótus, próxima a qual está o jardim da morada (eterna). Quando aquela coisa envolvente cobriu a árvore de lótus, não desviou o olhar, nem transgrediu. Em verdade, presenciou os maiores sinais do seu Senhor.” (Alcorão 53:12-18)

O evento também é confirmado por testemunhos oculares transmitidos através dos tempos com uma cadeia ininterrupta de eruditos confiáveis (hadith mutawatir).[10]


A Viagem Noturna (Isrá) e Ascensão (Mi'raj) |

"Glorificado seja Aquele que transportou, durante a noite, o Seu Servo da Mesquita Sagrada (em Macca) à distante Mesquita de Al Acsa (em Jerusalém) cujos arredores abençoamos, para mostrar-lhe alguns de Nossos sinais. Deus ouve tudo e vê tudo”. (17:1)

“Isrá” quer dizer viagem noturna, que o Profeta fez a partir de Macca e Jerusalém;

“Miraj” é derivado de “Uruj” que significa ascensão. Isrá e Miraj ocorreram antes da Hijra (emigração), e segundo a maior parte dos teólogos só ocorreu uma vez, na noite de 27 do mês de Rajab (sétimo do calendário lunar islâmico) no ano entre 10 e 13 da Proclamação da Profecia. Quando a vida dura e cheia de perigos estava prestes a terminar depois da emigração, começava uma nova era, de tranqüilidade e sossego. Finalmente, a noite solene, destinada à visita do Profeta aos céus e às maravilhas de Deus, como um hóspede distinto chegou. Foi ordenado ao Anjo Gabriel para usar um transporte mais rápido que a eletricidade, reservado só para os hóspedes celestiais, e chegar à Caaba.

A passagem de Isrá e Miraj, baseada na narração de Bukhari e Muslim:
“O edifício original da Caaba construído por Ibrahim (Abraão) encontrava-se destruído pelas cheias e por várias vezes tinha sido reconstruído, mesmo antes da Proclamação da Profecia de Mohammad (SAWS). Ainda durante a sua vida, houve cheias que destruíram o edifício, os coraixitas quiseram reconstruí-lo mas por falta de fundos lícitos, construíram uma parte e deixaram outra e até hoje está na mesma. É o local chamado “Hatim”, parte que não tem teto.

Os jovens coraixitas costumavam descansar neste local, assim como o Profeta. Na noite em que ocorreu o Miraj, o Profeta estava aí a descansar. Era uma noite calma, ele estava quase a adormecer quando viu o Anjo Gabriel com outros Anjos aparecerem, levaram-no para junto do poço de ZamZam, abriram o seu peito, tiraram o coração e lavaram-no com água de ZamZam. Em seguida encheram o seu peito de fá e luz e depois fecharam-no. Em seguida trouxeram um animal maior que o burro e menor que a mula, de cor branca, longo, chamado Burac (relâmpago), esse animal era tão veloz que os seus pés tocavam onde era o último limite da visão. Atualmente já está provado cientificamente, que, a “velocidade” é um fenômeno ao qual não se pode atribuir limite nenhum, por conseguinte a ciência moderna confirma a possibilidade da existência do “Burac”.

As divergências na data exata dos acontecimentos antes da emigração do Profeta à Medina (exceto alguns), são muitas, porque os muçulmanos na época ainda não constituíam uma comunidade estabelecida, e a vida era-lhes tão dura que não tinham pensado em conservar registros de todos os acontecimentos. Por isso, as datas são aproximadas, (o mesmo se dá com esta passagem).

P Profeta montou no “Burac” e foi a Jerusalém, acompanhado do Anjo Gabriel. Desceu e amarrou o Burac no cerco onde os Profetas costumavam amarrar os seus animais em que montavam; entrou na Mesquita “Al Acsa” e nela fez dois rakats (genuflexões) de Salat, (o Anjo estava a acompanhá-lo nesta viagem).

Quando saiu dali, o Anjo Gabriel apresentou-lhe duas taças uma com leite e outra com vinho; o Profeta (SAWS) preferiu a de leite, e o Anjo Gabriel disse: “Preferiste a disposição natural, porque se tivesses escolhido o vinho a tua comunidade desviar-se-ia também”. A seguir, o Anjo Gabriel juntamente com o Profeta, ascendeu ao céu. Quando chegaram ao primeiro céu, o Anjo Gabriel pediu que abrissem a porta, e perguntaram-lhe: “Quem és tu?” Ele respondeu: “Gabriel”. Perguntaram-lhe: “Quem está contigo?” Respondeu: “Mohammad”. Disseram: “Foi chamado?” Responde: “Sim”. Abriram a porta, e disseram: “Seja bem vindo”. Ao ouvir a notícia da chegada de Mohammad, e do que Deus pretendia fazer com os homens, os habitantes do céu ficaram radiantes. Enquanto Ele não desse essa notícia aos do céu, eles, não poderiam saber. O Profeta estava já no primeiro céu, onde viu uma pessoa, com muitas sombras dos seus lados direito e esquerdo. Quando olhava para o lado direito, ria-se, e quando olhava para o lado esquerdo, chorava. Ao ver o Profeta disse: “Bem vindo, ó Justo Profeta e filho Justo. E o Profeta perguntou ao Anjo Gabriel, quem é este? O Anjo Gabriel respondeu: Este é o teu pai, Adão, e estas são as almas dos seus filhos. Do lado direito são os que vão para o Paraíso e os do lado esquerdo para o Inferno. Nesse céu o Profeta viu também o “Al Kawsar” que está exclusivamente reservado para o Profeta Mohammad (SAWS). Desta forma foi passando de todos os céus, os guardiões de cada céu fazendo sempre a mesma pergunta, e Gabriel respondendo sempre da mesma maneira. Em cada céu encontrava-se com algum profeta. No segundo céu encontrou-se com João Batista e Jesus, que lhe apresentaram as boas vindas. No terceiro encontrou-se com José, a quem foi dado uma parte da beleza, que também lhe apresentou as boas vindas. No quarto encontrou-se com Idriss, que lhe deu igualmente as boas vindas, a respeito do qual Deus diz:
“E menciona no livro Idriss, que foi um justo e um Profeta; elevamo-lo a um lugar alto”. (19:56/57)

No quinto encontrou-se com Aarão que lhe apresentou o mesmo que os anteriores, e no sexto encontrou-se com Moisés, que apresentando as boas vindas disse:
“Ó Profeta e irmão Justo”. Ao adiantar-se, Moisés começou a chorar. Foi-lhe perguntado, qual o motivo do choro? E Moisés respondeu: “Ó meu Deus! Tu enviaste como Profeta, este jovem depois de mim, cujos seguidores serão mais a entrarem no Paraíso do que os meus”. Mohammad (SAWS) seguiu depois para o sétimo céu, onde foi também recebido com as mesmas palavras e lá encontrou-se com Abraão. Gabriel que o acompanhava disse: “Este é o teu pai”. Abraão estava encostado ao Bait Al Mámur (a casa habitada, Mesquita no céu em cima da CXaaba. Local onde diariamente entram 70.000 anjos, que nunca mais voltam a ter oportunidade de repetirem a entrada).

Depois foi-lhe mostrado o Paraíso, cujas cúpulas são de pérola e terra de almíscar e foi até Sadratil Muntahá (o local mais elevado da arvore de lótus do Paraíso). Quando a ordem do Senhor envolveu a arvore imediatamente mudou de aspecto de tal forma, criando nela a beleza que nenhuma criatura de Deus pode descrever.

Esse é o local de onde descem as coisas, e para onde as coisas sobem. Aí o Anjo Gabriel apareceu perante o Profeta, na sua forma original, depois levantaram-se as cortinas (barreiras) entre ele e Deus, e o que lá se passou, a língua não tem poderes de expressar, excedendo todos os conhecimentos humanos.

“Até chegar à distancia de dois arcos (de atirar setas) ou menos ainda e Ele revelou as Servo o que lhe revelou. O coração (do Mensageiro) não desmentiu o que havia visto”. (53:9/11)

Foi aí que o Profeta recebeu ordem de Deus de que todos os crentes deviam fazer obrigatoriamente 50 orações diárias.

Quando o Profeta estava de regresso encontrou-se com Moisés, que lhe perguntou: “O que é que o teu Senhor tornou obrigatório para ti e para tua comunidade?” Mohammad (SAWS) respondeu: “50 orações diárias” e Moisés disse: “A tua comunidade não conseguirá cumprir isso, eu tenho experiência dos filhos de Israel. Volta-te ao teu Senhor e pede-Lhe que reduza. Mohammad (SAWS) voltou para o Senhor e disse: “Ó Senhor alivia (reduza) do meu “Ummat””. Deus reduziu cinco orações. Quando Moisés ouviu a pequena redução disse-lhe: “Atua comunidade não aguentara isso, volta para o teu Senhor e pede-Lhe que reduza”. Aconselhado por Moisés, Mohammad (SAWS) voltou várias vezes a Deus pedindo-Lhe que reduzisse, até que por fim ficaram cinco orações obrigatórias em cada 24 horas. Contudo, Moisés não cessou de aconselhar a Mohammad (SAWS) que pedisse ao Senhor que reduzisse o número das orações. Mas Mohammad (SAWS) respondeu: “Sinto-me envergonhado para ir lá de novo”. Em seguida, Deus disse: “Ó Mohammad! Na minha ordem não haverá alterações, as orações obrigatórias são apenas cinco, mas, a recompensa de cada oração será a equivalente a dez orações, o que equivale cinqüenta orações. Eu aliviei dos meus sevos, e apliquei-lhes a Minha Ordem”. Mohammad voltou depois para a terra, chegou a Jerusalém, onde viu a Congregação dos Profetas, como Abraão, Moisés, Jesus, etc. que descreveu-os a todas as pessoas. Na mesma noite o Profeta, encontrou-se ainda com o Guardião do Inferno. Foi-lhe mostrado também o Dajjal. E na manha seguinte estava já no Masjid Al Haram.

Relatório de Ibn Hicham sobre Al Isrá

Ibn Hicham na passagem referida acrescenta, à conversação de Mohammad (SAWS), com Adão, no primeiro céu, dizendo que: “Eu (Mohammad) vi homens com lábios como os dos camelos, nas suas mãos tinham bolas de fogo que as empurravam com força para dentro de suas bocas, as quais (as bolas) saíam das suas extremidades e eles metendo de novo à força pela boca, repetiam estes movimentos permanentemente”. E perguntei: “Quem são estes, ó Gabriel?” Respondeu-me: “Esses são os que devoram injustamente a riqueza dos órfãos”.

Depois, vi homens que tinham umas grandes barrigas (barrigudos) semelhantes às quais nunca vi antes, mesmo, no caminho que nos leva à casa do Faraó (são os que terão o pior tormento). São atropelados por homens. Quando são trazidos ao fogo, correm como camelos sequiosos, a quem atropelam, ficam imóveis. Eu perguntei: “Quem são estes, ó Gabriel?”. Respondeu: “Esses são os que praticam a usura”.

Vi homens sentados à mesa cheia (servida), com deliciosa e gordurosa carne, e ao lado disso, carne podre e fedorenta. Comiam a segunda e deixavam a primeira, a deliciosa e boa carne. Perguntei ainda: “Quem são esses, ó Gabriel?”. Ele respondeu-me: “Estes são os homens que deixavam as próprias mulheres que Deus tornou lícitas para eles, e iam atrás das mulheres ilícitas para eles”.

Vi mulheres suspensas pelos seios, e perguntei: “Quem são essas mulheres, ó Gabriel?”. Ele respondeu-me: “São as mulheres que introduziram para seus maridos os seus filhos que não eram deles”.

A passagem de Miraj e Isra varia. O leitor poderá encontrar coisas que não mencionei aqui, contudo preferi por a passagem considerada mais autêntica, porque noutras há narradores da corrente, que são considerados fracos ou falsos.

Os descrentes desmentem ao Profeta Mohammad (SAWS)

Os caraixitas tinham o hábito de dispenderem o tempo sentaqdos no Haram, assim como o Profeta.

Na manhã seguinte à noite de Al Isrá e Miraj. Abu Jahal foi ao encontro do Profeta Mohammad (SAWS) no Haram. O Profeta contou-lhe tudo o que se tinha passado na noite anterior. Abu Jahal chamou a Tribo Bani Kaaba para ir escutar também. O Profeta contou-lhes o que tinha acontecido. Uns começaram a bater palmas escarnecendo, outros levaram as mãos a cabeça em espanto. Desmentindo-o todos foram ao encontro de Abu Bakr, correndo, para lhe narrarem o que tinham ouvido de Mohammad (SAWS), esperançados que ele renunciasse à Religião Islâmica, pois todos acharam que era um acontecimento anormal, impossível, e que Mohammad (SAWS) estava alucinado. Mas, Abu Bakr respondeu-lhes com muita firmeza dizendo: “Se ele (Mohammad) de fato vos contou isso, falou a verdade”. E os coraixitas perguntaram: “Tu confirmas o que Mohammad diz a respeito disto?”. Abu Bakr respondeu: “Eu confirmo-o nos assuntos mais longínquos que este, então porque não o confirmarei nisto?”. Desde esse dia Abu Bakr recebeu o título de “As Sidiq” (o confirmador). Os descrentes começaram então a testar o Profeta ao pedirem-lhe que descrevesse a Mesquita de Jerusalém. Por isso disseram a Mohammad (SAWS): “Dizes tu que numa noite viajaste de Macca à Jerusalém. Conta-nos como se parece a Mesquita de Jerusalém?” O Profeta na ocasião não tinha na mente a imagem do edifício da Mesquita de Jerusalém. Por isso, já estava preocupado (quando os coraixitas o pediram que a descrevesse). Mas, de repente, foi colocada à sua frente a imagem da Mesquita.. Os coraixitas iam perguntando e o Profeta (SAWS) ia respondendo pormenorizadamente como era a Mesquita.

Os coraixitas ficaram pasmados e reconheceram que na verdade não errou na descrição da mesquita de Jerusalém. Depois interrogaram-no acerca da caravana dos coraixitas que estava no regresso da Síria, e o Profeta descreveu-lhes a caravana tal como ela era, disse-lhes o numero de camelos, e o dia em que deveriam chegar. Tudo isso provou-se verdade. No entanto, os descrentes continuaram como tal, apenas se lhes aumentou a teimosia e o orgulho, dizendo que tudo aquilo era uma simples magia.

Na manhã seguinte à noite de Al Isrá e Miraj veio Gabriel e ensinou ao Profeta o modo de como fazer as orações e seus respectivos horários.

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